Toda a ilha fala de gigantes.
Na montanha que nasce do mar e toca as nuvens. No vulto enorme dos cachalotes que se deixam placidamente admirar pelos turistas. Nos homens que, num esforço de titãs, transformaram a escura lava em casas, vinhas, campos de cultivo.

Visitar o Pico para férias é penetrar num pequeno mundo construido durante séculos por baleeiros, agricultores e pescadores, com o contraste entre as escarpas nuas de um antigo vulcão e doces figos e uvas, extasiantes panoramas e aconchegadas aldeias debruçadas sobre o mar.

Casas brancas e negras entre arvoredo.
Espalhadas ao longo da costa, aninhadas entre o verde fresco da vegetação e das vinhas, as povoações do Pico têm um carácter muito próprio. Marcado pelas casas construídas com blocos de lava preta. A presença constante de flores em vasos e jardins. Os pequenos portos onde balouçam coloridos barcos de pesca. A humilde ermida no cimo de uma colina frente ao mar.

Lajes, São Roque, Madalena.
São três vilas seculares onde o tempo deixou testemunhos de arte e história. Na Calheta de Nesquim, São João, São Mateus, Ribeirinha e muitas outras freguesias há igrejas que merecem visita, ruas pitorescas que desembocam no mar, recantos onde as casas se confundem com as vinhas.

Baleeiros e Cachalotes.
Até finais
do século XIX, os baleeiros americanos vinham ao Pico para caçar o cachalote e engajar arpoadores. Depois foi a baleação a partir da ilha, em esguias canoas puxadas a remos. Uma luta entre homens e gigantes do mar, que tantas vezes acabou em tragédia. Hoje o Pico recuperou duma forma pacifica, a tradição baleeira com os seus museus que dão a conhecer a sua história e mostram a arte delicada das peças feitas por marinheiros com os dentes e ossos de cachalote. Nos barcos que levam os visitantes a observar os imponentes cachalotes e baleias, as cabriolas graciosas dos golfinhos.

Uma ilha-montanha para explorar.
O Pico é um paraíso para todos os que gostam da Natureza. Nos percursos de maravilha pela costa, os vinhedos, os declives suaves da montanha, o extenso e verdejante planalto com pequenas lagoas, os campos de lava. Nas experiências entusiasmantes do montanhismo no cone vulcânico do Pico (2.351 m). Na observação de aves, de núcleos de flora primitiva. Nos amplos panoramas que abrangem o azul do mar, as ilhas próximas do Faial, São Jorge e Graciosa.

Os czares bebiam o vinho do Pico.
Criadas em solo de lava, protegidas do vento por paredes de pedra negra, as videiras produzem um néctar que chegou à mesa da corte russa e, ainda hoje, delicia os apreciadores de bons vinhos.
A melhor maneira de recordar as férias de sonho vividas no Pico é, certamente, com uma ou mais garrafas do seu vinho. A que vale a pena acrescentar uma miniatura de canoa baleeira, trabalhos em osso de baleia, as finas rendas feitas por mãos hábeis de mulher.